sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Alexei Bueno, "Bagatelas"


Homem que mija no uro.
Inútil visão gravada
Na mente, com que futuro?

Vidraça a pedras quebrada.
Que fazer com tudo isto?
Pombo morto na calçada.

Por que guardo, por que insisto?
Estranha cauda, a memória,
Varrendo o piso imprevisto.

Basta, basta. A insossa história
Não subirá a alta escada.
Nudez, serás minha glória

No átrio apinhado do nada.

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