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terça-feira, 13 de maio de 2014

Carlos de Oliveira












"Canção"

Já escuro e denso o rio da memória
flui e me entristece,
se acaso lembro que chorei
o que nem lágrimas merece.

Se acaso o sono poupa o coração
e o coração vive,
já desalento
meu pensamento é tudo o que não tive.

Gênio do longe, que voltaste a minha casa
quando menos cuidava,
nem eu sei com que versos me perdi
de tudo o que era bom e me cantava.

Foge, inimiga sombra, volve
à sombra antiga de que vens rumorejando:
e lá, pátria do esquecimento,
seja olvidado o que me fores lembrando.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Carlos de Oliveira, "Lavoisier"

Na poesia,
natureza variável
das palavras,
nada se perde
ou cria,
tudo se transforma:
cada poema,
no seu perfil
incerto
e caligráfico,
já sonha
outra forma.