Bom é que não esqueçais
Que o que dá ao amor rara qualidade
É a sua timidez envergonhada.
Entregai-vos ao travo doce das delícias
Que filhas são dos seus tormentos.
Porém, não busqueis poder no amor...
Que só quem da sua lei se sente escravo
Pode considerar-se realmente livre.
Tradução de Adalberto Alves.
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domingo, 6 de maio de 2012
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Ibn 'Ammãr, "Fitei intensamente a lua ..."
Fitei intensamente a lua;
Era o teu rosto
Na noite do desespero,
De ti tive abundância
Em tempo de penúria.
Assim vivia em graça
No abrigo que me davas.
Ai, a saudade dessa estima antiga !
Doce era ser sob a tua sombra:
Errava no verde prado
À vista da fonte de água fresca.
Abu Bakr Muhammad ibn 'Ammãr nasceu em Estombar, na região de Silves (atualmente Portugal), em 1031 e morreu em 1084.
Poema copiada do excelente livro "O meu coração é Árabe", de Adalberto Alves, onde o autor recolheu e traduziu poemas de autores árabes que viveram na Península Ibérica durante a ocupação dos mouros.
Era o teu rosto
Na noite do desespero,
De ti tive abundância
Em tempo de penúria.
Assim vivia em graça
No abrigo que me davas.
Ai, a saudade dessa estima antiga !
Doce era ser sob a tua sombra:
Errava no verde prado
À vista da fonte de água fresca.
Abu Bakr Muhammad ibn 'Ammãr nasceu em Estombar, na região de Silves (atualmente Portugal), em 1031 e morreu em 1084.
Poema copiada do excelente livro "O meu coração é Árabe", de Adalberto Alves, onde o autor recolheu e traduziu poemas de autores árabes que viveram na Península Ibérica durante a ocupação dos mouros.
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