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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Antun Branko Simic













"Inverno"
   
    O amor torturou minha alma
            Minha alma padece
                    e sonha
   
    Não a despertem: toda ideia dói

Minha alma é um lago escuro desnudo
  dentro de um branco dia frio
Gaivotas alvas não revoam sobre as águas
  Nuvens azuis não farfalham sob o céu
  
    Tudo é branco agudo enregelado

  Céu caído sobre as casas próximas
   Encostado às casas o céu sonha

  Deixem hoje tudo parado em sonho

      Hoje qualquer gesto dói


Tradução de Aleksandar Jovanovic



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Antun Branko Simic, "Céu vazio"


Há muito o céu é um vazio
sem deuses, sem serafins,
infinito deserto gris
cortado às vezes por aeronaves ou ave torpe.

As almas não sobem mais como as andorinhas.
O homem deita-se na terra pregado à cruz.
Perdemos a trilha que a deus conduz.
Mudos, os poetas contemplam o nada.

Tradução de Aleksandar Jovanovic