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segunda-feira, 17 de julho de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Caetano Veloso, "Cajuína"




Letra de  "Cajuína"

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina


A música faz referência a Torquato Neto,que se suicidou em 1972.
Caetano a fez após conhecer a família do poeta em Teresina.
No encontro, quando se despediram o pai de Torquato deu-lhe uma rosa.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Billie Holiday, "Fine and mellow"





"Fine and Mellow" foi escrita pela própria Billie.
No vídeo, ela canta acompanhada por:
Sax-tenor : Ben Webster, Lester Young e Coleman Hawkins
Sax-barítono : Gerry Mulligan
Trombone: Vic Dickenson
Pistom : Roy Eldridge e Doc Cheatham
Guitarra : Danny Barker
Baixo : Milt Hinton
Piano : Mal Waldron
Bateria: Osie Johnson

domingo, 14 de dezembro de 2014

Caetano, "Un vestido e un amor", de Fito Paez.





"Un Vestido Y Un Amor "           

Te vi
Juntabas margaritas del mantel
Ya sé que te traté bastante mal
No sé si eras un angel o un rubí
O simplemente te vi.

Te vi
Saliste entre la gente a saludar
Los astros se rieron otra vez
La llave de mandala se quebró
O simplemente te vi.

Todo lo que diga está de más,
Las luces siempre encienden en el alma
Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabés comprender
Es solo un rato no más
 Tendría que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba nadie y te vi.

Te vi
Fumabas unos chinos en Madrid
Hay cosas que te ayudan a vivir
No hacías otra cosa que escribir
Y yo simplemente te vi.

Me fui
Me voy de vez en cuando a algún lugar
Ya sé, no te hace gracia este país
Tenías un vestido y un amor
Y yo simplemente te vi.

Todo lo que diga está de más,
Las luces siempre encienden en el alma
Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabés comprender
Es solo un rato no más
Tendría que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba nadie y te vi.
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

John Cage, "Trecho da "Conferência sobre o nada", com Augusto de Campos".





"Eu estou aqui e não há nada a dizer.
Se algum de vocês quiser ir a algum lugar,
pode sair a qualquer momento.
O que nós requeremos é silêncio, 
mas o que o silêncio requer
é que eu continue falando.

Dê ao pensamento de alguém um empurrão;
ele cai logo...
Mas o que empurra e o empurrado
produzem esse entre-tenimento chamado dis-cussão. 

Vamos ter uma daqui a pouco?
Ou podemos decidir não ter uma dis-cussão?   
Como vocês quiserem...

Mas...

                agora     há       silêncios.

E as palavras fazem,

ajudam         
                   a fazer os silêncios...

Eu não tenho nada a dizer 
                                          e estou dizendo.

E isto é Poesia, como eu quero agora".


Pescado na internet:

Em agosto de 2011, no TUCA, em São Paulo, Vanderley Mendonça gravou num celular Augusto de Campos lendo sua tradução de um texto que John Cage leu na sua "Conferência sobre o nada".

Música: "In a Landscape (1948)", de Cage, por Stephen Drury
 

sábado, 4 de outubro de 2014

Judith Teixeira, "Volúpia", dito por Luis Gaspar.



Era já tarde e tu continuavas
entre os meus braços trémulos, cansados...
E eu, sonolenta, já de olhos fechados,
bebia ainda os beijos que me davas!

Passaram horas!… Nossas bocas flavas,
Muito unidas, em haustos repousados,
Queimavam os meus sonhos macerados,
Como rescaldos de candentes lavas.

Veio a manhã e o sol, feroz, risonho,
entrou na minha alcova adormecida,
quebrando o lírio roxo do meu sonho...

Mas deslumbrou-se... e em rúbidos* adejos**
Ajoelhou-se... e numa luz vencida,
Sorveu…sorveu o mel dos nossos beijos!


*Rubido - adj. Que tem cor vermelha, rubra.

**Adejos - subst. Voos, voleios,