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domingo, 1 de julho de 2012
Safo, "Fragmento"
Em redor da formosa lua os astros
velam seu branco rosto quando plena
inunda de esplendor a terra toda.
Tradução de Eugénio de Andrade.
Eugénio, que não sabia grego, traduziu Safo baseado em outras traduções.
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domingo, 6 de março de 2011
Mário Faustino, "Ego de Mona Kateudo" * e Safo de Lesbos.
Dor, dor de minha alma, é madrugada
E aportam-me lembranças de quem amo.
E dobram sonhos na mal-estrelada
Memória arfante donde alguém que chamo
Para outros braços cardiais me nega
Restos de rosa entre lençóis de olvido.
Ao longe ladra um coração na cega
Noite ambulante. E escuto-te o mugido,
Oh vento que meu cérebro aleitaste,
Tempo que meu destino ruminaste.
Amor, amor, enquanto luzes, puro,
Dormido e claro, eu velo em vasto escuro,
Ouvindo as asas roucas de outro dia
Cantar sem despertar minha alegria.
* O nome do poema - "Ego de Mona Kateudo" - vem do grego antigo.
Significa "E eu deitada estou, sozinha”, e é o último verso de um fragmento de Safo.
"A lua já caiu,
as Plêiades também.
É meia-noite.
A hora passa;
e eu deitada estou, sozinha".
E aportam-me lembranças de quem amo.
E dobram sonhos na mal-estrelada
Memória arfante donde alguém que chamo
Para outros braços cardiais me nega
Restos de rosa entre lençóis de olvido.
Ao longe ladra um coração na cega
Noite ambulante. E escuto-te o mugido,
Oh vento que meu cérebro aleitaste,
Tempo que meu destino ruminaste.
Amor, amor, enquanto luzes, puro,
Dormido e claro, eu velo em vasto escuro,
Ouvindo as asas roucas de outro dia
Cantar sem despertar minha alegria.
* O nome do poema - "Ego de Mona Kateudo" - vem do grego antigo.
Significa "E eu deitada estou, sozinha”, e é o último verso de um fragmento de Safo.
"A lua já caiu,
as Plêiades também.
É meia-noite.
A hora passa;
e eu deitada estou, sozinha".
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domingo, 11 de outubro de 2009
Safo de Lesbos

"Contemplo ..."
Contemplo como um igual aos próprios deuses
esse homem que sentado à tua frente
escuta assim de perto quando falas com tal doçura
e ris cheia de graça. Mal te vejo
o coração se agita no meu peito,
do fundo da garganta já não sai a minha voz,
a língua como que se parte, corre
um tênue fogo sob a minha pele,
os olhos deixam de enxergar, os meus
ouvidos zumbem,
e banho-me de suor, e tremo toda,
e logo fico verde como as ervas,
e pouco falta para que eu não morra
ou enlouqueça.
Safo de Lesbos viveu na Grécia entre 617 e 560 a.C.
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